Não obstante todos os obstáculos e dificuldades que, volta e meia, quebram o meu espírito, o sentimento mais forte que me move é a compaixão. Não só porque são meus pais mas também porque estão idosos, frágeis e desalmados pela perda da querida Anabela a quem a vida foi roubada tão cedo. Nenhum ser humano merece tamanho sofrimento.
Há dias em que sinto vontade de fazer como as outras pessoas quando chego a casa após as sete longas horas sentada em frente ao computador: NADA! Mas desse direito não posso usufruir. Andámos à procura duma pessoa que viesse tratar do pai à noite nessas ocasiões. Quando eu disse à mãe que estávamos a tratar disso e que já tinhamos encontrado uma pessoa disponível ela atirou-se a mim como uma fera a gritar que não queria mais ninguém lá em casa. É natural! Enquanto esta galega fizer TUDO, para quê contratar mais pessoas?!