Domingo - O pai queria saber onde está a Anabela
As perguntas eram umas atrás das outras e repetiam-se:
"Porque é que a Anabela não diz nada?"
"Aconteceu-lhe alguma coisa? Teve algum ataque cardiaco? Ela tem saúde?" ...
Depois tinha uns momentos de lucidez, "Ela morreu?" E chorava.
Foi francamente triste vê-lo ali, preso no corpo, a ter que reviver aquela dor sempre que se lembrava que a Anabela já não se encontra entre nós.
Trouxemo-lo até à minha casa para falarmos com o Luis. Sentámo-lo no sofá. Até correu bem. Passado algum tempo dei-lhe um pedacinho de pão com queijo que ele recebeu muito bem mas acabou por cuspi-lo todo por todo o lado.








